![]() ![]() Informe-se mais acerca do zumbido na populaçãoFonte: RAM - Revista de Atualização MédicaDentre as queixas do idoso, o zumbido, é uma das mais recorrentes. Não é uma doença, mas sim um sintoma, que afeta 15% da população em geral e 33% dos idosos. É uma distúrbio extremamente frequente, atingindo cerca de 40 milhões de pessoas nos EUA, das quais 10 milhões são graves. Na mesma proporção afetam 30 milhões de brasileiros, sendo 7,5 milhões gravemente Pode ser causado por inúmeras afecções, sejam elas otológicas, metabólicas, neurológicas, ortopédicas, cardiovasculares, farmacológicas, odontológicas e psicológicas, as quais, por sua vez, podem estar presentes concomitantemente no mesmo indivíduo. Frequentemente a presença do zumbido torna-se um fator de grande repercussão negativa na vida do indivíduo, dificultando seu sono, sua concentração nas atividades diárias e profissionais, sua vida social e, muitas vezes, alterando sobremaneira seu equilíbrio emocional, acarretando estados de ansiedade e depressão. Os aspectos psicológicos do zumbido já são muito bem conhecidos. A presença de perda auditiva aumenta o risco de o zumbido provocar interferência na concentração e no equilíbrio emocional. Lidiane Maria M. Ferreira e colaboradoras, otorinos e fonoaudiólogas da Universidade do Ceara fazem um estudo de observação clínica. Observam o fato de que o zumbido ser causa de diminuição da inteligibilidade da fala , dificultando seu relacionamento interpessoal; a presença de alterações do comportamento como irritabilidade e insônia, que potencializam quadros depressivos e o fato de o zumbido afetar as atividades de vida diária (AVDs) e as atividades instrumentais de vida diária (AIVDs). Questionário de pesquisa foi aplicado a 100 idosos em hospital terciário, aleatoriamente, com questões sobre características do zumbido; repercussão do zumbido na vida do paciente e antecedentes pessoais. Resultados: 61% dos participantes eram do sexo feminino, a média de idade foi de 69,53 anos. Em relação às características do zumbido: não-pulsátil 76%, contínuo 54%, bilateral 57%, recente 62% e único 83%; à repercussão: 32,5% referiram alteração no emocional, 31,8% no sono, 22,5% na concentração e 13,2% na vida social; 39% classificaram o zumbido em moderado, 35% em intenso e 26% em leve; às comorbidades: relação com sintomas otoneurológicos e hipertensão arterial; aos achados audiométricos: presbiacusia (perda de audição do idoso) foi o achado mais comum encontrado nas audiometrias. Clique aqui para retornar à Página Principal.
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